Azul é a cor mais quente

Azul é a cor mais quente

O Filme mais polêmico desta temporada entra em cartaz no Brasil no próximo dia 6 de  dezembro – La vie d’Adèle,que no Brasil é ” Azul é a cor mais quente”

O roteiro do filme escrito em parceria pelo Diretor franco tunisiano Abdellatif  Kechiche e Ghalia Lacroix, foi feito a partir da adaptação livre do romance gráfico intitulado “Le bleu est une couleur Chaude” – azul é uma cor quente- de autoria de Julie Maroh. Recebendo várias premiações e cujo reconhecimento se expressa ainda pela tradução da HQ para outros três idiomas sendo inglês,espanhol e holandês.

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 A quadrinista desenvolveu a história quando tinha 19 anos em 2004, apesar de ser  homossexual assumida,  a história não é baseada em sua vida pessoal “Meus métodos como autora são parecidos com os de um ator”.  O filme que fala do encontro amoroso entre Adèle (cujo nome na HQ é Clémentine) e Emma, interpretadas pelas atrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. Na história, Adèle é uma adolescente de 15 anos que tem sua vida transformada no dia em que vê o cabelo azul de Emma, pela qual se apaixona na praça principal. Sozinha com seus problemas de adolescente onde está descobrindo sua sexualidade, ela transforma o olhar sobre si mesmo e o modo como os outros olham para ele. Graças ao seu amor por Emma, ela amadurece enquanto mulher e adulta. Mas Adèle não é capaz de fazer as pazes nem com seus pais, nem com este mundo cheio de morais absurdas  e nem consigo própria.

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Com fortes cenas de sexo entre duas meninas, o filme que venceu “Palma de ouro” no Festival de Cannes  que esse ano foi concedido não só ao Diretor, mas também às Atrizes protagonistas Exarchopoulos e Seydoux. Veio num momento em que o debate sobre o casamento gay pega fogo na França, com católicos e conservadores protestando nas ruas contra a aprovação do casamento. Para o diretor Steven Spielberg  que presidiu o júri, é uma grande história de amor que carrega uma mensagem muito positiva e a propósito, as personagens não se casam, brincou ele. Dirigido por Abdellatif  Kechiche (O Segredo do Grão) ganhador de quatro prêmios em Veneza em 2007, que comentou sobre a polêmica – e longa – cenas entre duas protagonistas “A cena, na verdade tem seis minutos e não oito como disseram, acho que esse tipo de crítica à duração, é uma visão típica da nossa época em  que ficam contando esse tipo de coisa, considero uma cena de amor anódino.  Espero que daqui a uns anos restem outros tipos de comentários, este filme aspira até a banalizar o amor homossexual, quero que o espectador se identifique, seja homem, mulher, homossexual ou hétero.  A idéia é atingir o ser.

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  Já Exarchopoulos  foi convidada para fazer o filme na época em que estava para prestar uma prova de acesso à universidade “Deixei de fazer essa prova, mas não me arrependo, este filme é fiel à juventude francesa, nós costumamos descer à rua pelos motivos mais variados” se referindo a uma das cenas nas ruas em passeatas. Em sua passagem pelo Brasil, onde fez a pré estréia entre S.P e Rio de Janeiro. A Atriz francesa  estreitou amizade com a Atriz Paraense Elida Braz que no próximo dia 7 em Belém, fará a estreia do Filme “Tambatajá de  Marri”.  Exarchopoulos que pretende voltar ao Brasil no próximo ano,dependendo da sua agenda, quer muito conhecer a reserva ambiental que Elida mantém nas redondezas  do Pará há anos e também convidou a Atriz paraense a visita-la em Paris. Curiosa pela nossa cultura e de uma simplicidade fora do comum, assim Elida se refere carinhosamente a Atriz francesa.

Fotos (André Luís Dacier)

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