Maria Gadú e Zeca Baleiro

Projeto Covers Banco do Brasil está de volta

PROJETO BANCO DO BRASIL COVERS VOLTA À CENA COM TRÊS SHOWS INÉDITOS

Turnê percorrerá cinco cidades brasileiras

 

Veja as fotos da coletiva de apresentação do Projeto COVERS do BANCO DO BRASIL que ocorreu no CCBB / Rio de Janeiro

* Fotos: Cristina Granato

Conheça o projeto e confira a agenda 

Os ídolos também têm seus ídolos – artistas que os influenciaram e que são alvos de sua admiração. Criado para mostrar grandes nomes da música brasileira interpretando o repertório de seus compositores prediletos, o projeto Banco do Brasil Covers entra novamente em cena com três shows inéditos, idealizados e dirigidos por Monique Gardenberg. Na programação de 2013, Maria Gadú vai celebrar Cazuza (1958–1990), Zeca Baleiro reverenciará Zé Ramalho e quatro astros do rock brasileiro (Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni e Toni Platão), sob a direção musical do produtor Liminha,  explicitarão sua devoção ao grupo inglês The Beatles (1960–1970) com a participação de convidados especiais (André Frateschi, Marjorie Estiano e Sandra de ). Os três shows vão percorrer cinco capitais do Brasil, em turnê itinerante que começará por Natal (Teatro Riachuelo, de 27 a 29 de setembro) e tem seu ponto final no Rio de Janeiro (Vivo Rio, de 29 de novembro a 1 de dezembro), depois de passar por Recife (Teatro Guararapes, 1 a 3 de outubro), Fortaleza (Siará Hall, 5 a 7 de outubro) e Porto Alegre (Teatro do Sesi, 6 a 8 de novembro).

Com novo nome, o bem-sucedido projeto Banco do Brasil Covers volta à cena após eletrizar o público de várias cidades do país, no ano passado, com concorridas apresentações dos shows em que Maria Bethânia cantava músicas de Chico Buarque, Sandy recriava a obra de Michael Jackson (1958 – 2009) e Lulu Santos dava novo colorido às canções mais balançadas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Na ocasião, o projeto se chamava Circuito Cultural Banco do Brasil.

 

Maria Gadú canta Cazuza

Quando Agenor de Miranda Araújo Neto (4 de abril de 1958 – 7 de julho de 1990), o Cazuza, saiu precocemente de cena, aos 32 anos, Maria Gadú ainda tinha quatro anos incompletos. Mas o tempo não para e, como o cancioneiro de Cazuza nunca envelhece, a cantora e compositora paulistana logo travou contato com a obra deste cantor, compositor e poeta carioca – como qualquer brasileiro nascido após 1982. Nesse ano, o grupo carioca Barão Vermelho – que se reunira em fins de 1981 e admitira Cazuza como vocalista após indicação do cantor goiano Leo Jaime – lançou seu primeiro disco. Foi quando começou a brilhar a estrela de Cazuza. O rock do Barão Vermelho evocava a crueza do som dos Rolling Stones, mas a poesia das letras escritas por um poeta que viria a receber a alcunha de Exagerado – por ser pautado pelos excessos, sobretudo de talento – parecia arder na fogueira das paixões que consumira, décadas antes, as canções do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974) e da cantora e compositora paulista Maysa (1936 – 1977), merecendo imediatos elogios públicos de nomes como Caetano Veloso (que sentenciaria mais tarde que Cazuza foi o poeta da geração pop dos anos 80) e Ney Matogroso. O parentesco de Cazuza com a música brasileira ficou mais evidenciado quando o cantor saiu do Barão Vermelho, após três álbuns e um compacto gravados com o grupo, e iniciou carreira solo em 1985, gravando mais seis álbuns individuais, o último lançado de forma póstuma em 1991.

Em oito intensos anos de carreira, Cazuza deixou nada menos do que 234 músicas, sendo que uma parte ainda permanece inédita. É sobre essa vasta obra – um museu de grandes novidades para quem não teve a oportunidade de conhecer mais a fundo o cancioneiro do compositor de hinos como samba-rock Brasil (em parceria com George Israel e Nilo Romero) e balada Todo amor que houver nessa vida (com Frejat, seu mais freqüente parceiro) – que Maria Gadú já se debruça para selecionar o repertório do show inédito em que vai cantar Cazuza sob a direção de Monique Gardenberg. O roteiro vai misturar músicas gravadas por Cazuza com o Barão Vermelho e composições da profícua carreira solo do cantor.

A intensidade que pautou Cazuza parece guiar também os caminhos de Maria Gadú. Grande revelação de 2009, ano em que lançou seu primeiro álbum, Maria Gadú, com sucessos autorais como Shimbalaiê, a cantora e compositora paulistana já gravou desde então dois álbuns de estúdio e fez dois registros ao vivo de shows (um deles com Caetano Veloso) em apenas quatro anos de carreira fonográfica. O sucesso de Gadú já extrapola inclusive as fronteiras nacionais. Parceira do compositor norte-americano Jesse Harris, a artista fez este ano turnê pela Europa, com shows invariavelmente lotados.

 

Zeca Baleiro canta Zé Ramalho

Ramalho e Zeca Baleiro são do Nordeste. Mas a vastidão da Nação Nordestina é tamanha que ambos habitam distintos universos musicais – o que valoriza e ressalta o ineditismo do show em que Baleiro vai dar voz a músicas de Ramalho. Nome que se destacou na corrente migratória que deslocou artistas do Nordeste para o eixo Rio-São Paulo ao longo dos anos 70, em busca de maior visibilidade e oportunidades profissionais, José Ramalho Neto veio ao mundo em 3 de outubro de 1949, na cidade interiorana de Brejo da Cruz, enraizada no sertão da Paraíba. Influenciada pela obra seminal de Luiz Gonzaga (1912–1989), sua vivência musical começa a virar profissão nos anos 60 em João Pessoa (PB), quando Ramalho passa a integrar  conjuntos de baile que tocavam o pop rock produzido naquela década. Mas o cantor somente se faria ouvir em todo o Brasil a partir de 1978, quando lançou seu primeiro álbum, Ramalho (Epic / CBS), com sucessos autorais como Avohai (homenagem ao avô que o criou após a morte do pai), Chão de giz e Vila do sossego. O tom épico e apocalíptico da música de Ramalho já lhe valeu epítetos como Profeta do sertão e Bob Dylan da caatinga.  Pautada pelo traço de originalidade da obra do compositor, a discografia de Ramalho contabiliza 26 álbuns em 35 anos de carreira.

Nascido em 11 de abril de 1966, em Arari, cidade do interior do Maranhão, José Ribamar Coelho Santos começou a se tornar um grande nome da música brasileira  – como Ramalho

– a partir de 1997, ano em que lançou seu primeiro álbum, Por onde andará Stephen Fry? (Mza Music), já assinando como Zeca Baleiro e chamando atenção da crítica pela verve de seus versos que, não raro, são construídos com trocadilhos e jogos de palavras que explicitam espirituosa visão do mundo. Musicalmente, a obra autoral de Baleiro é multifacetada, conciliando canções de lirismo mordaz (À flor da pele, seu primeiro sucesso, exemplifica tal vertente), temas de ritmos regionais que expõem sua origem nordestina, samba, reggae e blues. Paralelamente, o compositor foi se revelando sagaz intérprete de obras alheias – talento que vai poder ser comprovado nos shows em que Baleiro apresentará sua personalíssima leitura do cancioneiro de Ramalho .

 

Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni e Toni Platão cantam e tocam The Beatles

Nomes emblemáticos da geração que nos anos 80 abriu as portas e os ouvidos do Brasil para o rock produzido no país, o belga Dado Villa-Lobos, o brasiliense João Barone e os cariocas Leoni e Toni Platão foram garotos nascidos nos anos 60 que amaram os Beatles (e os Rolling Stones). Não necessariamente naquela década, mas tão logo ingressaram no mundo eternamente jovem do rock. O show em que o fantástico quarteto canta e toca The Beatles é afetivo acerto de contas com a memória musical de artistas que, influenciados pelos Fab Four, viveram eles mesmos o sonho de ser popstar no Brasil. Como guitarrista, Dado Villa-Lobos integrou a já mítica banda brasiliense Legião Urbana (1982–1996) e permanece em cena em carreira solo. João Barone é há três décadas o baterista virtuoso que marca o ritmo do som do grupo carioca Paralamas do Sucesso. Projetado como compositor no grupo carioca Kid Abelha, Leoni formou uma segunda banda nos anos 80, Heróis da Resistência, e na sequência se firmou, já em carreira solo, como um dos mais habilidosos compositores de música pop do Brasil. Já Toni Platão é reconhecido como o dono de uma das grandes vozes do rock nacional desde os tempos em que era o vocalista do grupo carioca Hojerizah.

No shows do projeto Banco do Brasil Covers, o quarteto vai cantar e tocar Beatles sob a direção musical de Liminha, o produtor e músico que deu forma em seu carioca estúdio Nas Nuvens a grandes álbuns do rock brasileiro dos anos 80 e 90. Para abrilhantar o show, o quarteto vai receber convidados como Sandra de Sá – cantora carioca identificada no imaginário nacional com o funk/soul, mas com livre trânsito por todos os ritmos – e dois atores que se revelaram ótimos cantores, André Frateschi e Marjorie Estiano.

 

Sobre o projeto

O projeto do Banco do Brasil é uma proposta diferenciada de atuação na área cultural nacional. Em cena desde 1999, esse projeto é uma expansão e desdobramento do conceito do precursor projeto Brasil Musical, lançado em 1993, com o intuito de popularizar a música instrumental brasileira. Realizado por cinco anos, o Brasil Musical atingiu público amplo e variado, tendo recebido, em 1994, o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) na categoria de Melhor Projeto de Música Popular. Em 1997, o recebimento do prêmio ABERJE – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, como Melhor Projeto Institucional da Região Centro-Oeste/Leste, sedimentou o reconhecimento do Brasil Musical.

A partir de 1998 o projeto Brasil Musical passou a incorporar intérpretes de MPB e deu origem ao Circuito Cultural Banco do Brasil em 1999, quando o projeto percorreu quatro cidades, recebendo um total de 76 mil pessoas e arrecadando 15 toneladas de alimentos. Foi quando o projeto passou então a englobar as mais variadas manifestações artísticas, incluindo exposições de artistas locais (artes plásticas e fotografia), música, artes cênicas (teatro e dança), oficinas, palestras e mostras de vídeo.

Em 2000, o projeto percorreu 19 cidades, recebeu cerca de 370 mil pessoas e arrecadou mais de 100 toneladas de alimentos, em um formato que privilegiava grandes shows populares. Este modelo cresceu ao longo dos anos e durou até 2007. Em 2008 e 2009, com estrutura parecida, passou a ser conduzido pelos CCBBs de RJ, SP e DF.

 

Agenda da turnê itinerante do projeto Banco do Brasil Covers 2013:

 

Natal (RN) – Teatro Riachuelo

27 de setembro – Zeca Baleiro canta Zé Ramalho

28 de setembro – Maria Gadú canta Cazuza

29 de setembro – Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni e Toni Platão cantam e tocam Beatles

Convidados especiais: André Frateschi, Marjorie Estiano e Sandra de Sá

Direção musical: Liminha

 

 Recife (PE) – Teatro Guararapes

1º de outubro – Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni e Toni Platão cantam e tocam  Beatles

Convidados especiais: André Frateschi, Marjorie Estiano e Sandra de Sá

Direção musical: Liminha

2 de outubro – Maria Gadú canta Cazuza

3 de outubro – Zeca Baleiro canta Zé Ramalho

 

Fortaleza (CE) – Siara Music

5 de outubro – Zeca Baleiro canta Zé Ramalho

6 de outubro – Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni e Toni Platão cantam e tocam Beatles

Convidados especiais: André Frateschi, Marjorie Estiano e Sandra de Sá

Direção musical: Liminha

7 de outubro – Maria Gadú canta Cazuza

 

Porto Alegre (RS) – Teatro Sesi

6 de novembro – Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni e Toni Platão cantam e tocam Beatles

Convidados especiais: André Frateschi, Marjorie Estiano e Sandra de Sá

Direção musical: Liminha

7 de novembro – Zeca Baleiro canta Zé Ramalho

8 de novembro – Maria Gadú canta Cazuza

 

Rio de Janeiro (RJ) – Vivo Rio

29 de novembro – Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni e Toni Platão cantam e tocam Beatles

Convidados especiais: André Frateschi, Marjorie Estiano e Sandra de Sá

Direção musical: Liminha

30 de novembro – Zeca Baleiro canta Zé Ramalho

1º de novembro – Maria Gadú canta Cazuza

 

Para mais informações acesse bb.com.br/circuitocultural

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